Posts Tagged ‘Lanvin’
The Leather’s touch
LA SOPHISTICATION CLASSIQUE DE GIANFRANCO FERRÈ
L’AUSTÈRITÉ MINIMAL GLAM DE CÉLINE
LE DOUCE BIKER DE VERSUS
LE LADYLIKE DE LOUIS VUITTON
LE BRUN EN BRUNETTE DE LANVIN
LE CROC ÉQUESTRE D’HERMÈS
LE ROMANCE ORGANIQUE D’HAIDER ACKERMANN
LE VAMPIRESQUE RIGOUREUX DE GIVENCHY
LA MATURE INNOCENCE DE CHLOÉ
LE FUTURISTE SYNTHÉTIQUE DE BALENICIAGA
LE GOTH DE ANN DEMEULEMEESTER
LE ROYALE MILITAIRE DE BALMAIN
imagens originais: vogue.co.uk
Top Looks (Menswear Fashion Weeks)
O leopardo é opulento e as saias e as rendas são femininas. Errado. Tisci traz para o menswear o já por ele explorado Leopardo Givenchy-ano que todos conhecemos da obra do couturier, de uma forma chic e limpa, não opulenta mas carnal. Este homem veste-o, conjuga-o com calções/saias e não perde masculinidade nem se afirma pela ostentação. A execução é irrepreensível e todas as peças são, apesar de estranhas à primeira vista, automaticamente must have.
Em Saint-Laurent a presença é o intelecto. Figuras desprovidas de sex appeal onde a perfeição e leveza estéticas são o foco principal. Silhuetas cintadas, proporções arquitectónicas, tudo em tons mudos, com alguns apontamentos de padrão e fluidez norte africana. Sempre com simplicidade.
Os minimalismos de Jil Sander encheram-se de brilho num blocking variado de vários tons, sempre límpidos e contrastantes, em todo o tipo de peças que qualquer guarda roupa precisa, bem à Raf.
Yoji Yamamoto preencheu-nos com padrões e layerings que pretendem que o homem contemporâneo não se afunde em casualidade. Remontando à elegância masculina de outrora não deixa de todo a contemporaneidade que esteve em todo o lado, para o próximo Verão.
Raf Simons decidiu olhar para o branco, zippers, alguma cor e muito sportswear. Calças largas e alguns apontamentos de materiais menos comuns completaram uma colecção para um homem jovem e muito seguro dos seus próprios ideais estéticos.
O amarrotado parisiense de Lanvin nunca desilude. Texturas e padrões, layerings e descontrações, num efeito não menos cuidado ou polido. Mas ao Alber já o conhecemos.
A fluidez e as silhuetas tão tipicamente Kris, e tão pouco Slimane para Dior, não surpreenderam mas também não deixaram de transparecer beleza e wearability. Pode ser que Kris acorde, mas entretanto entretemo-nos.
Nunca as assimetrias orgânicas de Ann Demeulemeester foram tão brancas, e nunca o branco foi tão negro. Sem perder a aura que envolve a maioria das suas criações, um experimento em branco resultou na nossa dupla admiração. E isso é bom.
Simple, not minimal
CÉLINE HELMUT LANG
YVES SAINT LAURENT GIVENCHY
DONNA KARAN LANVIN
STELLA MCCARTNEY BALENCIAGA
CALVIN KLEIN BCBG MAX AZRIA
BOTTEGA VENETA PROENZA SCHOULER
tudo RESORT 2011
imagens: style.com
Beach Party (or just another summer night out)
Qual o resultado de um vestido preto justo, 30 ºC e um pézinho de dança? Precisamente. Mas nem por isso há que se comprometer o que quer que seja. Estampados, toques hippie ou silhuetas gregas, o importante é manter a leveza, frescura e sofisticação com ênfase em paletas veraneantes e materiais confortáveis. E porque não trocar os pumps por uns pés descalços?
ALEXANDER MCQUEEN PROENZA SCHOULER
EMILIO PUCCI VIONNET
MISSONI
LANVIN
J. CREW
HALSTON CALVIN KLEIN
3.1 PHILIP LIM VALENTINO
CHLOÉ MANGO
imagens: Net-a-Porter e Keep The Beat
Le Retour de la Femme Fatale
Vestida de preto ou vermelho, lábios consonantes, anda determinada, oculta as fragilidades. Esta mulher está presente no imaginário da moda, fotografia e cinema desde o século passado, e já foi alvo de incontáveis reinvenções. Heroína ou vilã, a astúcia e beleza desta mulher domina o homem e a sedução é a mais poderosa arma para alcançar os seus objectivos. Apesar de ser um ponto de vista masculino da mulher, é uma interessante fonte de inspiração.
LANVIN
DSQUARED2
GIVENCHY
GIANFRANCO FERRÉ
BOTTEGA VENETA
ANTONIO BERARDI
DONNA KARAN
imagens: style.com
(Best Of) Outono-Inverno 2010-2011
Alexander McQueen: A colecção póstuma do mais olhado da semana parisiense hiperbolizou ainda mais a curiosidade de todos. Não foram permitidos fotógrafos, pelo que as imagens oficiais foram depois disponibilizadas pelos média em geral. A apresentação foi privada e presume-se que emocional para muitos. O resultado, mostra-o as imagens. McQueen virou costas à modernidade e recolheu-se na preparação destas roupas. Trabalhando a fundo as técnicas de alta costura, Lee pretendeu trazer à tona de novo aquilo que tem vindo a ser renegado no mundo da moda. Tudo resultou numa colecção tipicamente McQueen com inspirações na idade média e iconografia religiosa, usando prints nalgumas peças com alusões à arte antiga. Chega a ser irónico como esta última colecção pelas mãos do fundador da casa acabam por ser tão representativas do seu talento e visão, e como acabam por deixar quase uma mensagem de saudosismo, não só em relação ao designer, mas às artes que se têm vindo a perder a favor da produção com fins mais comerciais. Pelo menos deixou-nos as suas ideias.





Balenciaga: Depois da reflexão sobre McQueen e alta costura, nada melhor que pensar no papel de Ghesquière na moda actual. Já não há muito de novo que se possa dizer para elogiar a genialidade deste designer, que continua a apostar na reinvenção futurista do chic clássico. O interessante nesta abordagem acaba por ser a forma como, apesar de ser quase impossível ter, por vezes, uma percepção clara acerca dos materiais usados nas roupas, e apesar da silhueta e detalhes serem altamente futuristas, o aspecto geral das roupas transpira french chic e elegância. Não estamos aqui a falar de roupa space age ou ironias astronáuticas. Estamos a falar de roupa no sentido clássico da palavra, e estamos a falar disso apesar de estarem subjacentes processos científicos e industriais extremamente inovadores, design groundbreaking e wearable. Estamos a falar de Ghesquière para Balenciaga.







Prada: Miuccia é sempre ouvida pela indústria, nem que seja algumas estações depois. Desta vez o regresso foi feito aos básicos, a designs que resolveu repescar dos 90’s, classicamente Prada, peças, segundo ela, normais. O centro óptico das suas criações foi o peito, fazendo das modelos mais magras, sujeitos menos interessantes para ostentar as peças, realçando-se assim a presença de Lara Stone, Doutzen Kroes e Catherine McNeil. Parece-nos que esta é a palavra final no que está para vir em termos de tendências para modelos. A silhueta roçou o austero, com pequenos pontos apenas, em que com irónico erotismo, se mostravam pedaços de pele. Prints discretos, saias por baixo do joelho, detalhes nas golas e meias, misturas de materiais.





Chanel: O nosso velho amigo Karl parece ter alinhado em desfiles temáticos. Depois das country girls da Primavera-Verão, os esquimós invadiram a passerelle (que parecia mais o pólo norte que Paris), parcial ou totalmente cobertos em faux fur (sim, faux, podem relaxar malta da PETA). Totalmente Karl, totalmente Chanel.






Lanvin: A mulher tipicamente Parisiense não parece ter muita dificuldade em encontrar peças que se adaptem a si: Alber faz a papa toda. Com todos os detalhes e formas do epítome máximo de Paris, com mágica wearability sem dispensar silhueta e adereços arrojados e opulentos, parece mais que satisfazer todas as contradições intrínsecas à mulher (o que já não é assim tão pouco).





Haider Ackermann: Continua a não aborrecer. Uma paleta calma, que contrasta com as formas e detalhes de layering e entrelaçados. A silhueta romântica conta com apontamentos de cabedal, peles e rendilhados, todos cirurgicamente misturados para criar a habitual explosão de polimorfismos.





Maison Martin Margiela: O exagero margeliano está de volta, mesmo com o afastamento do fundador da casa e após várias seasons de desilusão, parece agora perto de encarrilar. O trabalho com as calças e as suas diferentes proporções, a mistura interessante de materiais que oscilavam entre a opacidades do cabedal e transparências, frieza do látex e calor da lã e algodão, para não falar das gigânticas cápsulas/chapéus de peles. Agora esperamos mais ansiosamente pela próxima.





Givenchy: O corte agressivo de Tisci tem a sua legião de fãs, e pelo menos esses não desiludiu. Com algum revisitar dos 90 de formas simples e com inspirações no mergulho, ski e cores de Bauhaus, adicionando glamour vampírico e dramático, mais zippers e silhuetas à la Helmut Lang, tudo resultou numa promissora proposta para o Inverno.






imagens: style.com / catwalking.com
(A grande edição do) Descubra as diferenças
Viktor&Rolf Primavera-Verão 2006, Valentino Primavera-Verão 2010
Pucci Outono-Inverno 2009-2010, Ungaro Primavera-Verão 2010
Ungaro Primavera-Verão 2007, Pucci Primavera-Verão 2010
Givenchy Primavera-Verão Alta Costura 2009, Preen Primavera-Verão 2009
Lanvin Outono-Inverno 2008-2009, Marchesa Outono-Inverno 2009-2010
Louis Vuitton Outono-Inverno 2009-2010, Donna Karan Pre-Fall 2010
Alexander Mcqueen Primavera-Verão 2009, Christian Siriano Primavera-Verão 2010























































































