Posts Tagged ‘Jean Paul Gaultier’
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DRIES VAN NOTEN KRIS VAN ASSCHE
JEAN PAUL GAULTIER EMPORIO ARMANI
PAUL SMITH KENZO
Tudo para a Primavera-Verão 2011
imagens: style.com
A ascese do mundano
Os símbolos e iconografias da nossa sociedade sempre foram alvo de reinvenções e reproduções no mundo das artes. Deles surgem criticas, interpretações, mensagens contra o estado de coisas e questionamentos de valores. Estes gritos são importantes. Eles precedem a mudança, lançam a controvérsia, pretendem abanar consciências e dar-nos outros prismas acerca de ideias que estão enraizadas e pré-estabelecidas.
O vestido de casamento e o véu, últimos símbolos da virgindade, da subserviência da mulher perante o homem e deus, embelezam-na, mas, em última instância, empobrecem-na. Retiram-lhe identidade, objectizam-na. A mulher, o casamento e todos os simbolismos a eles associados, reflectem o último requinte da ortodoxia, da permanência de valores desactualizados e do perpetuar de ritos, cuja origem nada tem a ver com a contemporaneidade. Hoje não passam disso, de símbolos, de ritos, desligados da sua génese, que encaramos inebriados pela sua descaracterização. Acho que nada melhor que estas imagens para ilustrar esta reflexão.
Sasha Pivovarova e Natasa Vojnovic por Craig McDean para Vogue Paris Abril 2006
O “Futuro” como em 1982
A moda tenta sempre superar-se a si mesma. A procura pelo novo e pelo fresco é incessante e torna-se uma obsessão dos criadores e dos críticos, e todos nós bem sabemos o que é uma front row aborrecida. O futurismo está na ordem do dia, e acaba por estar presente, directa ou indirectamente, em quase tudo o que sai, desde colecções a produções. Mas não é “moda” dos tempos que correm: é um tema que foi já revisitado em várias décadas passadas, apesar da nostalgia que nos trouxeram os anos 2000. Trata-se então um exercício, uma tentativa de abstracção do presente e a reinvenção das formas, dos materiais, das sociedades, dos ambientes e de todas as outras incontáveis variáveis que influenciam o que vestimos.
Pois em 1982, um livro chamado “Fashion 2001” (de Lucille Khornak) desafiou vários designers conceituados da época a imaginarem como seria a moda no novo milénio, resultando em vários looks que pretendiam prever o que se vestiria neste início de século. O fim foi algo previsível, claro. Foi difícil fazer o desmame dos 80’s e claramente, em 2001, a maior parte das roupas pareceriam fora de moda. Jean-Charles de Castelbajac pareceu, no entanto, conseguir algo próximo da silhueta e materiais que marcaram essa altura. Com maior ou menor acurácia, vir do “futuro” espreitar estas previsões acaba por ser um privilégio.
JEAN-CHARLES DE CASTELBAJAC
GIANNI VERSACE
ISSEY MIYAKE
JEAN PAUL GAULTIER
THIERRY MUGLER CLAUDE MONTANA
GIORGIO ARMANI GIVENCHY
GIANFRANCO FERRÉ PIERRE CARDIN
KARL LAGERFELD POUR CHLOÉ BASILE
fotografia LUCILLE KHORNAK
fonte: thefashionspot
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BALENCIAGA . RODARTE . PRADA



GIVENCHY . YVES SAINT LAURENT . VERSACE



PROENZA SCHOULER . MIU MIU . JEAN PAUL GAULTIER



FENDI . CHANEL . CALVIN KLEIN
OUTONO-INVERNO 2010-2011
imagens: style.com

































