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Top Looks (Menswear Fashion Weeks)
O leopardo é opulento e as saias e as rendas são femininas. Errado. Tisci traz para o menswear o já por ele explorado Leopardo Givenchy-ano que todos conhecemos da obra do couturier, de uma forma chic e limpa, não opulenta mas carnal. Este homem veste-o, conjuga-o com calções/saias e não perde masculinidade nem se afirma pela ostentação. A execução é irrepreensível e todas as peças são, apesar de estranhas à primeira vista, automaticamente must have.
Em Saint-Laurent a presença é o intelecto. Figuras desprovidas de sex appeal onde a perfeição e leveza estéticas são o foco principal. Silhuetas cintadas, proporções arquitectónicas, tudo em tons mudos, com alguns apontamentos de padrão e fluidez norte africana. Sempre com simplicidade.
Os minimalismos de Jil Sander encheram-se de brilho num blocking variado de vários tons, sempre límpidos e contrastantes, em todo o tipo de peças que qualquer guarda roupa precisa, bem à Raf.
Yoji Yamamoto preencheu-nos com padrões e layerings que pretendem que o homem contemporâneo não se afunde em casualidade. Remontando à elegância masculina de outrora não deixa de todo a contemporaneidade que esteve em todo o lado, para o próximo Verão.
Raf Simons decidiu olhar para o branco, zippers, alguma cor e muito sportswear. Calças largas e alguns apontamentos de materiais menos comuns completaram uma colecção para um homem jovem e muito seguro dos seus próprios ideais estéticos.
O amarrotado parisiense de Lanvin nunca desilude. Texturas e padrões, layerings e descontrações, num efeito não menos cuidado ou polido. Mas ao Alber já o conhecemos.
A fluidez e as silhuetas tão tipicamente Kris, e tão pouco Slimane para Dior, não surpreenderam mas também não deixaram de transparecer beleza e wearability. Pode ser que Kris acorde, mas entretanto entretemo-nos.
Nunca as assimetrias orgânicas de Ann Demeulemeester foram tão brancas, e nunca o branco foi tão negro. Sem perder a aura que envolve a maioria das suas criações, um experimento em branco resultou na nossa dupla admiração. E isso é bom.
Une beauté d’autres temps
Talvez o facto de ainda estar imune às Fashion Weeks que vão sucessivamente acontecendo, mas que a seu tempo merecerão (e muito) a minha atenção, e de nestas alturas tudo parar um pouco dada a centralidade de eventos como esses, me tenha feito viajar por outras imagens. É quase estranho que não haja ainda nenhuma referência a Willy Maywald neste blog! E logo que nós que damos tudo por um par de imagens deste estilo. A elegância, as poses, a sobriedade e a técnica de outros tempos conseguem sempre sortir os seus efeitos, apesar do nosso olho já estar bem desperto para esse formato. Talvez isso mesmo nos permita apreciar ainda mais.
Nada de sexo explícito, tratamento digital ou casacos Balmain (Deus sabe que já nos saem pelos olhos!), mas antes a aura altiva, de elegância inatingível, a simplicidade das expressões e a complexidade da arte. Hoje não basta uma modelo mediana e um recanto de Paris para criar estas imagens. Não que não gostemos dos nossos tempos, mas hoje sentimo-nos Maywald.








Chirstian Dior






Jacques Fath

Pierre Cardin
Fotografias por Willy Maywald












