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Destaques

IN MONO: Mini editorial TANDANSSE

Entrevista exclusiva Luís Buchinho

Tudo sobre  a próxima Primavera-Verão 2010 e OutonoInverno 2010-2011

Moda Made in Portugal

Posts Tagged ‘Chanel’

Couture Feelings

Críticos de moda há muitos, e todos melhores que nós. A alta costura mexe connosco para além da crítica fria e objectiva que se pode fazer com ciência. O objectivo foi sermos sensoriais e emotivos e falar do que nos orgulha, embevece e fascina neste mundo. Só disso surgiram estas considerações.

Tisci elevou-se. E elevou-se em vários termos. O sucesso comercial e crítico crescente do seu trabalho, a cada vez maior credibilização da sua visão enquanto couturier e a impregnação da sua identidade na moda de hoje são indícios disso. Mas a prova, a evidência disso, é a ultima colecção de Haute Couture para a Givenchy. Sim, fala-se em Frida Kahlo, dia dos mortos, catolicismo e outros ritos como inspiração, mas esta colecção é mais do que inspirações e concretizações de ideias. É Haute Couture pela Haute Couture. Pela exclusividade, pela arte, pelo detalhe, pelo estudo, pelo corte, pelo tecido e pela imagem holística das peças. É uma ode ao trabalhar, reflectir, aplicar alma a cada adorno cuja colocação e posicionamento têm horas de dedicação e paixão. Dez looks, dez modelos, uma sala e arte a transbordá-la. Rendas que marcam esqueletos, cascatas de franjas cuja avassaladora perfeição escultórica contrasta com a leveza das penas. Nú, branco e ouro. Os três elementos deste éter.

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O trabalho não foi de Galliano, a visão não foi de Christian Dior, nem os méritos foram da nobre arte da Haute Couture. A imaginação, a arte, a proporção, as cores, as formas e as texturas foram todas artes da mãe natureza. Dior só fundou, Galliano só interpretou e a Haute Couture só permitiu. Um autêntico estudo em volta da flor, das suas partes e de um cocktail de processos biológicos que as tornam nas mais refinadas criações de arte. Seguiu-se esse caminho, esqueceu-se o atalho do sobre-dramatismo burguês do new look, dos muito ricos, dos sumptuosos vestidos e dos quadros dos grandes artistas das estações passadas, desceu-se à mais básica ideia da perfeição estética criacional e a flor tornou-se roupa. E ainda bem. E não falamos de florais, de roupas campestres e aplicações de pétalas aqui e ali. Falamos das morfologias, da organicidade, de caules, de anteras, da plasticidade e fluidez das flores, a vibração das cores, as rugas mais agressivas e as suavidades mais delicadas. Obrigado Galliano. Oferecemos-te uma flor.

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Chanel é luxo, sofisticação, elegância. Isso já sabemos e não é sequer nesse sentido que procuramos surpresas. Nem Karl. De queixos caídos está a moda cheia. Numa era em que o avant garde e as “Lady Gagas” espalham os tentáculos até à quase deturpação do que a moda deve ou tem que ser, há sempre quem nos relembre da essência de uma boa peça, de execução e tailoring irrepreensíveis e de adornação que não ultrapassa os limites. Toques de realeza, alguma austeridade e rigor, bem longe da leveza jovial da Primavera passada. Tão interessante como deitar um “AH” a olhar para uma roupa é a possibilidade de uma mulher passar despercebida a usar algo em que todo este saber está aplicado. E a cenografia? Um leão gigante no meio do sumptuoso Grand Palais, perfeito, não fosse a distância entre a plateia e as peças, que dá uma visão quase míope da importância do detalhe inerente à Haute Couture.

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HAUTE COUTURE OUTONO-INVERNO 2010-2011

imagens: vogue.co.uk

A ascese do mundano

Os símbolos e iconografias da nossa sociedade sempre foram alvo de reinvenções e reproduções no mundo das artes. Deles surgem criticas, interpretações, mensagens contra o estado de coisas e questionamentos de valores. Estes gritos são importantes. Eles precedem a mudança, lançam a controvérsia, pretendem abanar consciências e dar-nos outros prismas acerca de ideias que estão enraizadas e pré-estabelecidas.

O vestido de casamento e o véu, últimos símbolos da virgindade, da subserviência da mulher perante o homem e deus, embelezam-na, mas, em última instância, empobrecem-na. Retiram-lhe identidade, objectizam-na. A mulher, o casamento e todos os simbolismos a eles associados, reflectem o último requinte da ortodoxia, da permanência de valores desactualizados e do perpetuar de ritos, cuja origem nada tem a ver com a contemporaneidade. Hoje não passam disso, de símbolos, de ritos, desligados da sua génese, que encaramos inebriados pela sua descaracterização. Acho que nada melhor que estas imagens para ilustrar esta reflexão.

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Sasha Pivovarova e Natasa Vojnovic por Craig McDean para Vogue Paris Abril 2006

The 70’s are this season

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KENZO          Outono-Inverno 2010-2011

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YVES SAINT LAURENT          Resort 2011

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ETRO         Outono-Inverno 2010-2011

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MATTHEW WILLIAMSON          Outono-Inverno 2010-2011                    GIVENCHY HAUTE COUTURE Primavera-Verão 2010

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SONIA RYKIEL         Outono-Inverno 2010-2011                      DRIES VAN NOTEN          Outono-Inverno 2010-2011

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CHANEL          Resort 2011

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CHLOÉ          Primavera-Verão 2010

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MISSONI          Outono-Inverno 2010-2011                     DIANE VON FURSTENBERG         Outono-Inverno 2010-2011

Just Married

PhotobucketYves Saint Laurent Spring 2002

Com mais ou menos rendas, tules, sedas, pedras ou penas são, indubitavelmente, vestidos de noiva. Amados por quem os veste e respeitados por quem os maldiz passo a passo, até ao fim daquele dia.

Começando pela austeridade do McQueen, passando pelo woodstockiano Jean Paul Gaultier até ao cosmopolitismo do Donna Karan, ainda o japan-sportif Comme des Garçons, o new-look Dior e o incomparável parisien-chic Lacroix, a todos eles cabe um adjectivo e uma mulher por ele caracterizável. O YSL? Esse é a cereja no topo do bolo.

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Alexander McQueen Fall 2010   .   Jean Paul Gaultier Fall 2005

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Givenchy Spring 2008   .   Chanel Spring 2007

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Jean Paul Gaultier Spring 2008   .   Rodarte Fall 2010

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Donna Karan Spring 2010   .   Comme des Garçons Fall 2010

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Armani Privé Spring 2010   .   Dior Spring 2010

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Chanel Fall 2008   .   Lacroix Spring 2008

Holy Heels

BALENCIAGA          .          RODARTE          .           PRADA

GIVENCHY           .          YVES SAINT LAURENT          .          VERSACE

PROENZA SCHOULER          .          MIU MIU          .          JEAN PAUL GAULTIER

FENDI           .           CHANEL           .            CALVIN KLEIN

OUTONO-INVERNO 2010-2011

imagens: style.com

That’s just the tip of the Iceberg

Desfile Chanel Outono-Inverno 2010-2011

imagem: Reuters

(Best Of) Outono-Inverno 2010-2011

Alexander McQueen: A colecção póstuma do mais olhado da semana parisiense hiperbolizou ainda mais a curiosidade de todos. Não foram permitidos fotógrafos, pelo que as imagens oficiais foram depois disponibilizadas pelos média em geral. A apresentação foi privada e presume-se que emocional para muitos. O resultado, mostra-o as imagens. McQueen virou costas à modernidade e recolheu-se na preparação destas roupas. Trabalhando a fundo as técnicas de alta costura, Lee pretendeu trazer à tona de novo aquilo que tem vindo a ser renegado no mundo da moda. Tudo resultou numa colecção tipicamente McQueen com inspirações na idade média e iconografia religiosa, usando prints nalgumas peças com alusões à arte antiga. Chega a ser irónico como esta última colecção pelas mãos do fundador da casa acabam por ser tão representativas do seu talento e visão, e como acabam por deixar quase uma mensagem de saudosismo, não só em relação ao designer, mas às artes que se têm vindo a perder a favor da produção com fins mais comerciais. Pelo menos deixou-nos as suas ideias.

Balenciaga: Depois da reflexão sobre McQueen e alta costura, nada melhor que pensar no papel de Ghesquière na moda actual. Já não há muito de novo que se possa dizer para elogiar a genialidade deste designer, que continua a apostar na reinvenção futurista do chic clássico. O interessante nesta abordagem acaba por ser a forma como, apesar de ser quase impossível ter, por vezes, uma percepção clara acerca dos materiais usados nas roupas, e apesar da silhueta e detalhes serem altamente futuristas, o aspecto geral das roupas transpira french chic e elegância. Não estamos aqui a falar de roupa space age ou ironias astronáuticas. Estamos a falar de roupa no sentido clássico da palavra, e estamos a falar disso apesar de estarem subjacentes processos científicos e industriais extremamente inovadores, design groundbreaking e wearable. Estamos a falar de Ghesquière para Balenciaga.

Prada: Miuccia é sempre ouvida pela indústria, nem que seja algumas estações depois. Desta vez o regresso foi feito aos básicos, a designs que resolveu repescar dos 90’s, classicamente Prada, peças, segundo ela, normais. O centro óptico das suas criações foi o peito, fazendo das modelos mais magras, sujeitos menos interessantes para ostentar as peças, realçando-se assim a presença de Lara Stone, Doutzen Kroes e Catherine McNeil. Parece-nos que esta é a palavra final no que está para vir em termos de tendências para modelos. A silhueta roçou o austero, com pequenos pontos apenas, em que com irónico erotismo, se mostravam pedaços de pele. Prints discretos, saias por baixo do joelho, detalhes nas golas e meias, misturas de materiais.

Chanel: O nosso velho amigo Karl parece ter alinhado em desfiles temáticos. Depois das country girls da Primavera-Verão, os esquimós invadiram a passerelle (que parecia mais o pólo norte que Paris), parcial ou totalmente cobertos em faux fur (sim, faux, podem relaxar malta da PETA). Totalmente Karl, totalmente Chanel.

Lanvin: A mulher tipicamente Parisiense não parece ter muita dificuldade em encontrar peças que se adaptem a si: Alber faz a papa toda. Com todos os detalhes e formas do epítome máximo de Paris, com mágica wearability sem dispensar silhueta e adereços arrojados e opulentos, parece mais que satisfazer todas as contradições intrínsecas à mulher (o que já não é assim tão pouco).

Haider Ackermann: Continua a não aborrecer. Uma paleta calma, que contrasta com as formas e detalhes de  layering e entrelaçados. A silhueta romântica conta com apontamentos de cabedal, peles e rendilhados, todos cirurgicamente misturados para criar a habitual explosão de polimorfismos.

Maison Martin Margiela: O exagero margeliano está de volta, mesmo com o afastamento do fundador da casa e após várias seasons de desilusão, parece agora perto de encarrilar. O trabalho com as calças e as suas diferentes proporções, a mistura interessante de materiais que oscilavam entre a opacidades do cabedal e transparências, frieza do látex e calor da lã e algodão, para não falar das gigânticas cápsulas/chapéus de peles. Agora esperamos mais ansiosamente pela próxima.

Givenchy: O corte agressivo de Tisci tem a sua legião de fãs, e pelo menos esses não desiludiu. Com algum revisitar dos 90 de formas simples e com inspirações no mergulho, ski e cores de Bauhaus, adicionando glamour vampírico e dramático, mais zippers e silhuetas à la Helmut Lang, tudo resultou numa promissora proposta para o Inverno.

imagens: style.com / catwalking.com

Quilted Spring

As texturas acolchoadas em materiais shiny, de preferência em tons claros, são um dos must have para a Primavera. Aparentam leveza, apesar da sua solidez, e o aspecto futurista contrasta com a versatilidade clássica. Surgem em todo o tipo de outerwear, calçado, nas clássicas Chanel 2.55 e até nos novos Samsung Diva, lançado recentemente pela marca e pensados nas necessidades, quer estéticas quer tecnológicas, dos fashionistas, como se pode confirmar aqui. O interessante é explorar a variedade e versatilidade de peças e acessórios possíveis.

Samsung Diva          .          Chanel 2.55          .          Marc Jacobs