Posts Tagged ‘Balenciaga’
The Leather’s touch
LA SOPHISTICATION CLASSIQUE DE GIANFRANCO FERRÈ
L’AUSTÈRITÉ MINIMAL GLAM DE CÉLINE
LE DOUCE BIKER DE VERSUS
LE LADYLIKE DE LOUIS VUITTON
LE BRUN EN BRUNETTE DE LANVIN
LE CROC ÉQUESTRE D’HERMÈS
LE ROMANCE ORGANIQUE D’HAIDER ACKERMANN
LE VAMPIRESQUE RIGOUREUX DE GIVENCHY
LA MATURE INNOCENCE DE CHLOÉ
LE FUTURISTE SYNTHÉTIQUE DE BALENICIAGA
LE GOTH DE ANN DEMEULEMEESTER
LE ROYALE MILITAIRE DE BALMAIN
imagens originais: vogue.co.uk
Holy Heels



BALENCIAGA . RODARTE . PRADA



GIVENCHY . YVES SAINT LAURENT . VERSACE



PROENZA SCHOULER . MIU MIU . JEAN PAUL GAULTIER



FENDI . CHANEL . CALVIN KLEIN
OUTONO-INVERNO 2010-2011
imagens: style.com
(Best Of) Outono-Inverno 2010-2011
Alexander McQueen: A colecção póstuma do mais olhado da semana parisiense hiperbolizou ainda mais a curiosidade de todos. Não foram permitidos fotógrafos, pelo que as imagens oficiais foram depois disponibilizadas pelos média em geral. A apresentação foi privada e presume-se que emocional para muitos. O resultado, mostra-o as imagens. McQueen virou costas à modernidade e recolheu-se na preparação destas roupas. Trabalhando a fundo as técnicas de alta costura, Lee pretendeu trazer à tona de novo aquilo que tem vindo a ser renegado no mundo da moda. Tudo resultou numa colecção tipicamente McQueen com inspirações na idade média e iconografia religiosa, usando prints nalgumas peças com alusões à arte antiga. Chega a ser irónico como esta última colecção pelas mãos do fundador da casa acabam por ser tão representativas do seu talento e visão, e como acabam por deixar quase uma mensagem de saudosismo, não só em relação ao designer, mas às artes que se têm vindo a perder a favor da produção com fins mais comerciais. Pelo menos deixou-nos as suas ideias.





Balenciaga: Depois da reflexão sobre McQueen e alta costura, nada melhor que pensar no papel de Ghesquière na moda actual. Já não há muito de novo que se possa dizer para elogiar a genialidade deste designer, que continua a apostar na reinvenção futurista do chic clássico. O interessante nesta abordagem acaba por ser a forma como, apesar de ser quase impossível ter, por vezes, uma percepção clara acerca dos materiais usados nas roupas, e apesar da silhueta e detalhes serem altamente futuristas, o aspecto geral das roupas transpira french chic e elegância. Não estamos aqui a falar de roupa space age ou ironias astronáuticas. Estamos a falar de roupa no sentido clássico da palavra, e estamos a falar disso apesar de estarem subjacentes processos científicos e industriais extremamente inovadores, design groundbreaking e wearable. Estamos a falar de Ghesquière para Balenciaga.







Prada: Miuccia é sempre ouvida pela indústria, nem que seja algumas estações depois. Desta vez o regresso foi feito aos básicos, a designs que resolveu repescar dos 90’s, classicamente Prada, peças, segundo ela, normais. O centro óptico das suas criações foi o peito, fazendo das modelos mais magras, sujeitos menos interessantes para ostentar as peças, realçando-se assim a presença de Lara Stone, Doutzen Kroes e Catherine McNeil. Parece-nos que esta é a palavra final no que está para vir em termos de tendências para modelos. A silhueta roçou o austero, com pequenos pontos apenas, em que com irónico erotismo, se mostravam pedaços de pele. Prints discretos, saias por baixo do joelho, detalhes nas golas e meias, misturas de materiais.





Chanel: O nosso velho amigo Karl parece ter alinhado em desfiles temáticos. Depois das country girls da Primavera-Verão, os esquimós invadiram a passerelle (que parecia mais o pólo norte que Paris), parcial ou totalmente cobertos em faux fur (sim, faux, podem relaxar malta da PETA). Totalmente Karl, totalmente Chanel.






Lanvin: A mulher tipicamente Parisiense não parece ter muita dificuldade em encontrar peças que se adaptem a si: Alber faz a papa toda. Com todos os detalhes e formas do epítome máximo de Paris, com mágica wearability sem dispensar silhueta e adereços arrojados e opulentos, parece mais que satisfazer todas as contradições intrínsecas à mulher (o que já não é assim tão pouco).





Haider Ackermann: Continua a não aborrecer. Uma paleta calma, que contrasta com as formas e detalhes de layering e entrelaçados. A silhueta romântica conta com apontamentos de cabedal, peles e rendilhados, todos cirurgicamente misturados para criar a habitual explosão de polimorfismos.





Maison Martin Margiela: O exagero margeliano está de volta, mesmo com o afastamento do fundador da casa e após várias seasons de desilusão, parece agora perto de encarrilar. O trabalho com as calças e as suas diferentes proporções, a mistura interessante de materiais que oscilavam entre a opacidades do cabedal e transparências, frieza do látex e calor da lã e algodão, para não falar das gigânticas cápsulas/chapéus de peles. Agora esperamos mais ansiosamente pela próxima.





Givenchy: O corte agressivo de Tisci tem a sua legião de fãs, e pelo menos esses não desiludiu. Com algum revisitar dos 90 de formas simples e com inspirações no mergulho, ski e cores de Bauhaus, adicionando glamour vampírico e dramático, mais zippers e silhuetas à la Helmut Lang, tudo resultou numa promissora proposta para o Inverno.






imagens: style.com / catwalking.com





















