Posts Tagged ‘Alexander McQueen’
Beach Party (or just another summer night out)
Qual o resultado de um vestido preto justo, 30 ºC e um pézinho de dança? Precisamente. Mas nem por isso há que se comprometer o que quer que seja. Estampados, toques hippie ou silhuetas gregas, o importante é manter a leveza, frescura e sofisticação com ênfase em paletas veraneantes e materiais confortáveis. E porque não trocar os pumps por uns pés descalços?
ALEXANDER MCQUEEN PROENZA SCHOULER
EMILIO PUCCI VIONNET
MISSONI
LANVIN
J. CREW
HALSTON CALVIN KLEIN
3.1 PHILIP LIM VALENTINO
CHLOÉ MANGO
imagens: Net-a-Porter e Keep The Beat
Just Married
Yves Saint Laurent Spring 2002
Com mais ou menos rendas, tules, sedas, pedras ou penas são, indubitavelmente, vestidos de noiva. Amados por quem os veste e respeitados por quem os maldiz passo a passo, até ao fim daquele dia.
Começando pela austeridade do McQueen, passando pelo woodstockiano Jean Paul Gaultier até ao cosmopolitismo do Donna Karan, ainda o japan-sportif Comme des Garçons, o new-look Dior e o incomparável parisien-chic Lacroix, a todos eles cabe um adjectivo e uma mulher por ele caracterizável. O YSL? Esse é a cereja no topo do bolo.
Alexander McQueen Fall 2010 . Jean Paul Gaultier Fall 2005
Givenchy Spring 2008 . Chanel Spring 2007


Jean Paul Gaultier Spring 2008 . Rodarte Fall 2010


Donna Karan Spring 2010 . Comme des Garçons Fall 2010


Armani Privé Spring 2010 . Dior Spring 2010


Chanel Fall 2008 . Lacroix Spring 2008
(Best Of) Outono-Inverno 2010-2011
Alexander McQueen: A colecção póstuma do mais olhado da semana parisiense hiperbolizou ainda mais a curiosidade de todos. Não foram permitidos fotógrafos, pelo que as imagens oficiais foram depois disponibilizadas pelos média em geral. A apresentação foi privada e presume-se que emocional para muitos. O resultado, mostra-o as imagens. McQueen virou costas à modernidade e recolheu-se na preparação destas roupas. Trabalhando a fundo as técnicas de alta costura, Lee pretendeu trazer à tona de novo aquilo que tem vindo a ser renegado no mundo da moda. Tudo resultou numa colecção tipicamente McQueen com inspirações na idade média e iconografia religiosa, usando prints nalgumas peças com alusões à arte antiga. Chega a ser irónico como esta última colecção pelas mãos do fundador da casa acabam por ser tão representativas do seu talento e visão, e como acabam por deixar quase uma mensagem de saudosismo, não só em relação ao designer, mas às artes que se têm vindo a perder a favor da produção com fins mais comerciais. Pelo menos deixou-nos as suas ideias.





Balenciaga: Depois da reflexão sobre McQueen e alta costura, nada melhor que pensar no papel de Ghesquière na moda actual. Já não há muito de novo que se possa dizer para elogiar a genialidade deste designer, que continua a apostar na reinvenção futurista do chic clássico. O interessante nesta abordagem acaba por ser a forma como, apesar de ser quase impossível ter, por vezes, uma percepção clara acerca dos materiais usados nas roupas, e apesar da silhueta e detalhes serem altamente futuristas, o aspecto geral das roupas transpira french chic e elegância. Não estamos aqui a falar de roupa space age ou ironias astronáuticas. Estamos a falar de roupa no sentido clássico da palavra, e estamos a falar disso apesar de estarem subjacentes processos científicos e industriais extremamente inovadores, design groundbreaking e wearable. Estamos a falar de Ghesquière para Balenciaga.







Prada: Miuccia é sempre ouvida pela indústria, nem que seja algumas estações depois. Desta vez o regresso foi feito aos básicos, a designs que resolveu repescar dos 90’s, classicamente Prada, peças, segundo ela, normais. O centro óptico das suas criações foi o peito, fazendo das modelos mais magras, sujeitos menos interessantes para ostentar as peças, realçando-se assim a presença de Lara Stone, Doutzen Kroes e Catherine McNeil. Parece-nos que esta é a palavra final no que está para vir em termos de tendências para modelos. A silhueta roçou o austero, com pequenos pontos apenas, em que com irónico erotismo, se mostravam pedaços de pele. Prints discretos, saias por baixo do joelho, detalhes nas golas e meias, misturas de materiais.





Chanel: O nosso velho amigo Karl parece ter alinhado em desfiles temáticos. Depois das country girls da Primavera-Verão, os esquimós invadiram a passerelle (que parecia mais o pólo norte que Paris), parcial ou totalmente cobertos em faux fur (sim, faux, podem relaxar malta da PETA). Totalmente Karl, totalmente Chanel.






Lanvin: A mulher tipicamente Parisiense não parece ter muita dificuldade em encontrar peças que se adaptem a si: Alber faz a papa toda. Com todos os detalhes e formas do epítome máximo de Paris, com mágica wearability sem dispensar silhueta e adereços arrojados e opulentos, parece mais que satisfazer todas as contradições intrínsecas à mulher (o que já não é assim tão pouco).





Haider Ackermann: Continua a não aborrecer. Uma paleta calma, que contrasta com as formas e detalhes de layering e entrelaçados. A silhueta romântica conta com apontamentos de cabedal, peles e rendilhados, todos cirurgicamente misturados para criar a habitual explosão de polimorfismos.





Maison Martin Margiela: O exagero margeliano está de volta, mesmo com o afastamento do fundador da casa e após várias seasons de desilusão, parece agora perto de encarrilar. O trabalho com as calças e as suas diferentes proporções, a mistura interessante de materiais que oscilavam entre a opacidades do cabedal e transparências, frieza do látex e calor da lã e algodão, para não falar das gigânticas cápsulas/chapéus de peles. Agora esperamos mais ansiosamente pela próxima.





Givenchy: O corte agressivo de Tisci tem a sua legião de fãs, e pelo menos esses não desiludiu. Com algum revisitar dos 90 de formas simples e com inspirações no mergulho, ski e cores de Bauhaus, adicionando glamour vampírico e dramático, mais zippers e silhuetas à la Helmut Lang, tudo resultou numa promissora proposta para o Inverno.






imagens: style.com / catwalking.com
Dress it down

















Paul & Joe . Preen . Vionnet
imagens: NET-A-PORTER
Wear it like a man
O próximo Inverno parece estar repleto de elementos curiosos, que tornam a moda masculina cada vez mais notória e não menos importante que a feminina. As linhas vão sucessivamente ou arrojando, ou reinventando o clássico, para o homem contemporâneo que segue as tendências ou que aprecia peças cada vez mais únicas.
Podemos começar nos estampados caleidoscópicos que McQueen torna misteriosos e dark, que não desiludirão quando conjugados com outro tipo de peças, para o homem do dia-a-dia. A saia masculina, a ganhar cada vez mais terreno, foi um dos highlights de Givenchy, e pelo que parece, não pretende retirar testosterona a ninguém. Em Dries Van Noten o “homem europeu” mistura riscas que, apesar de conjugadas caóticamente (até nos blazeres e trenches de mangas em padrão diferente), fazem um estranho sentido. Rick Owens, um dos mais influentes entre os novos designers, consegue fazer do seu original o melhor, com o futurismo, arquitectura, goticismo e coesão de sempre. Raf Simons, depois de Jil Sander, trouxe fatos e casacos, mas com o minimalismo e twist que raramente desilude. Não menos palmas merecem as colecções de Yves Saint Laurent (ai os macacões!) e Dior Homme (bem diferente da que nos mostrava Slimane, para desilusão de alguns), com a nova silhueta masculina que se tem vindo a afirmar mais loose e desconstruída, ao mesmo tempo que todo o tailoring inerente à construção do menswear não é perdido. Pena que agora só para a próxima estação.
Alexander McQueen
Givenchy
Dries Van Noten
Yves Saint Laurent
Dior Homme
Rick Owens
Raf Simons
(A grande edição do) Descubra as diferenças
Viktor&Rolf Primavera-Verão 2006, Valentino Primavera-Verão 2010
Pucci Outono-Inverno 2009-2010, Ungaro Primavera-Verão 2010
Ungaro Primavera-Verão 2007, Pucci Primavera-Verão 2010
Givenchy Primavera-Verão Alta Costura 2009, Preen Primavera-Verão 2009
Lanvin Outono-Inverno 2008-2009, Marchesa Outono-Inverno 2009-2010
Louis Vuitton Outono-Inverno 2009-2010, Donna Karan Pre-Fall 2010
Alexander Mcqueen Primavera-Verão 2009, Christian Siriano Primavera-Verão 2010

















































