Archive for the ‘Fashion Inspiration’ Category
O terceiro sexo
A masculinidade e feminilidade são conceitos que já se dissociaram do género e cuja reexploração na moda tem sido quase incessante. O jogo de símbolos e a subversão destes já ultrapassou os clichés do homem e da mulher que simplesmente trocam roupas, numa tentativa de chocar e desmistificar as convenções sociais. O erotismo e fetichismo acabam por estar sempre presentes, dotando o masculino de uma nova aura, híbrida, mística, irreal.
Rive Gauche et Libre por Mert & Marcus para Vogue Paris Setembro de 2010
L’Étranger por Michele Ercolani para Bello Mag
imagens: fashiongonerogue e fashionisto, respectivamente
Omnipresença de Bardot
Claudia Shiffer por Ellen von Unwerth para Vogue Italia Abril 2008
Lara Stone por Paolo Roversi para Self Service Spring 2008




Marloes Horst por Robert Wyatt para The Sunday Times UK Style Magazine Laetitia Casta por Matt Irwin para Vogue Russia August 2010


Natasha Poly por Mario Sorrenti para Vogue Francesa Lara Stone por Willy Vanderperre para Vogue UK Janeiro 2010
imagens: fashiongonerogue
O Clássico
O clássico funciona como uma linguagem universal na moda, que todos entendemos. A beleza de Christy Turlington é clássica, Meisel, apesar de todas as suas questionáveis, ou não, variações de estilo, como fotógrafo de excelência que é, consegue ser também ele clássico. Vemos Penn, vemos maturidade na mulher, vemos poses e ambientes. Não há sexualização nem subversão, grandes conceitos ou aventuras estéticas. Vemos pureza de outros tempos, mas vemos também como estas representações não são ultrapassáveis ou desactualizáveis. Uma ode à contemporaneidade do clássico. O resto do editorial: aqui.
Christy Turlington por Steven Meisel para Vogue Italia Julho 2010
Paco Rabanne, Designer and Rebel
Paco Rabanne, o espanhol de estatuto icónico e revolucionário, pode agora ser visto em detalhe numa exposição no âmbito do ESTORIL FASHIONART FESTIVAL. Uma retrospectiva que nos permite compreender a arte por detrás de um mestre que, através da arquitectura e holismo dos pequenos elementos, influenciou os seus e os nossos tempos. A variedade e especificidade dos materiais usados são mais que a identidade deste rebelde que também foi beber a Balenciaga, através da sua mãe, costureira deste. O TANDANSSE releva a importância de eventos como este em Portugal, para que se dê à moda a sua real importância, e nunca menos que isso.
EXPOSIÇÃO Museu C.C. Guimarães até 11 de Julho, com entrada gratuita, das 13h00 às 21h00.
fonte e imagens: estoril fashionart festival
In case you’ve forgotten what FASHION is
Às vezes não sabemos bem o que a moda é. Se é uma indústria, se é uma arte, se é meramente uma forma de satisfazer uma necessidade básica ou se é uma forma de expressão e um reflexo sociológico. A moda também é coisas diferentes para pessoas diferentes. Alguns designers mostram-nos que a moda é útil, outros mostram-nos que a moda é uma estória. Para Thierry Mugler a moda era uma forma de materializar as criaturas que imaginava. O universo Mugleriano transporta-nos para bandas desenhadas, para personagens do fantástico e sobre-humano, para mulheres-criatura com superpoderes ou para entidades do futuro. Esses seres cobrem-se de materiais de ficção científica mas são também uma visão sexualizada e fetishista do french chic. A obra de Mugler passa pela alta-costura e transporta-a para referências inter-galacticas, a anos-luz dos anos 90. A habilidade teórica e técnica deste artista preenche um espaço de criação dificilmente ocupado por outras visões futuristas, definindo um ponto de vista de interesse praticamente museológico. Não é preciso apontar-vos a complexidade e mestria presentes nesta obra, cuja execução e detalhe estão para lá do breathtaking, não esquecendo o trabalho de maquilhagem e caracterização (e é com muita pena nossa que a era digital não nos permita obter imagens melhores).
É por isso que momentos e obras como estes nos ficam na memória e merecem lá este tipo de destaque. É por isso que não nos devemos esquecer do que é moda.
Thierry Mugler “Chimère”, Haute Couture Outono-Inverno 1997-1998
Le Retour de la Femme Fatale
Vestida de preto ou vermelho, lábios consonantes, anda determinada, oculta as fragilidades. Esta mulher está presente no imaginário da moda, fotografia e cinema desde o século passado, e já foi alvo de incontáveis reinvenções. Heroína ou vilã, a astúcia e beleza desta mulher domina o homem e a sedução é a mais poderosa arma para alcançar os seus objectivos. Apesar de ser um ponto de vista masculino da mulher, é uma interessante fonte de inspiração.
LANVIN
DSQUARED2
GIVENCHY
GIANFRANCO FERRÉ
BOTTEGA VENETA
ANTONIO BERARDI
DONNA KARAN
imagens: style.com
L’Officiel de la Couture et de la Mode de Paris
Às vezes há algo que nos dá ainda mais gozo do que ver as últimas novidades da moda – vasculhar nos arquivos de revistas e criadores antigos. Por entre capas e editoriais históricos, tudo se mostra interessante, desde as roupas, claro, passando pelo design gráfico, às modelos, ao tipo de poses e de fotografia. Porque uma dessas nossas incursões se repercutiu numa série de reacções “ah, que lindo!” decidimos partilhar aqui uma espécie de timeline de capas da L’Officiel, que percebemos melhor agora porque era e é das mais importantes revistas de moda francesas.
1925 . 1928
1948 . 1952
1965 . 1974
1976 . 1980
1981 . 1983
1987 . 1991
fonte: The Fashion Spot






















































































