Baba: Style/Styling Icon
Catherine Baba é a prova que ter estilo é algo muito mais profundo do que preconceituosamente se pensa. É, neste momento, das mulheres mais bem vestidas em Paris. O seu glamour e feminilidade hollywoodescos, com um toque das décadas de 20 e 30 e gosto pelos mais nobres tecidos, faz dos seus looks uma paleta de cores e texturas, combinadas de maneira a apresentar casualidade e conforto. É também interessante a forma como acaba por ser muito distinta do restante fashion public e como consegue fazer parar os olhares sem estar dentro do último Balenciaga. Para além disso colabora como stylist para diferentes publicações e designers. Uma mulher que tão depressa não será esquecida.







Jak & Jil / Style.com

Belle de Jour . Dazed & Confused . Junho 2007

In Memory of Issie . Paper . Setembro 2007

Dazed & Confused . Fevereiro 2008
Confissões onomatopaicas de um apreciador de sapatos
WOW!!!



CASADEI . CHRISTIAN LOUBOUTIN . GIUSEPPE ZANOTTI



MARNI . CAMILLA SKOVGAARD . FENDI
NHAM!!!



RICK OWENS . YVES SAINT LAURENT . JUNYA WATANABE


ACNE . SANOTI
BLARGH!!!


JIMMY CHOO . MARNI . TABITHA SIMMONS
Une beauté d’autres temps
Talvez o facto de ainda estar imune às Fashion Weeks que vão sucessivamente acontecendo, mas que a seu tempo merecerão (e muito) a minha atenção, e de nestas alturas tudo parar um pouco dada a centralidade de eventos como esses, me tenha feito viajar por outras imagens. É quase estranho que não haja ainda nenhuma referência a Willy Maywald neste blog! E logo que nós que damos tudo por um par de imagens deste estilo. A elegância, as poses, a sobriedade e a técnica de outros tempos conseguem sempre sortir os seus efeitos, apesar do nosso olho já estar bem desperto para esse formato. Talvez isso mesmo nos permita apreciar ainda mais.
Nada de sexo explícito, tratamento digital ou casacos Balmain (Deus sabe que já nos saem pelos olhos!), mas antes a aura altiva, de elegância inatingível, a simplicidade das expressões e a complexidade da arte. Hoje não basta uma modelo mediana e um recanto de Paris para criar estas imagens. Não que não gostemos dos nossos tempos, mas hoje sentimo-nos Maywald.








Chirstian Dior






Jacques Fath

Pierre Cardin
Fotografias por Willy Maywald
in Mono
O TANDANSSE decidiu desafiar-se a si mesmo, sair detrás das revistas, do computador, e das dissertações de café sobre moda, e decidiu passar à acção. A ideia era então criar uma série de fotografias que mostrassem a estética do TANDANSSE, que apesar de já ser quotidianamente transmitida pelas nossas selecções, seria uma forma de materializar ainda mais a nossa visão perante quem nos segue. Obviamente, realizar essa ideia exige toda uma produção impossível de por em prática por nós. No entanto, com um conjunto de ideias, uma máquina fotográfica, meia dúzia de vestidos trazidos do sótão, roupas tiradas do corpo no calor do momento, muito improviso e uma amiga com jeito para a objectiva, pelo menos uma amostra disso é materializável.
Pelo menos gostamos de o fazer.
FOTOGRAFIA . Oscar Seguro STYLING . Mariana Roxo MODELO . Estela Bento AGRADECIMENTOS . José Diogo Branco
Descubra as Diferenças: Givenchy vs BCBG

Campanha Givenchy SS09 por Inez Van Lamsweerde & Vinoodh Matadin

Campanha BCBGeneration SS10 por David Roemer
Rios de tinta

Vogue US, Dezembro 2009


Interview, Fevereiro . Vogue Alemanha, Março


Dazed & Confused, Março . AnOther, Março


Vogue Itália, Fevereiro . Vogue Austrália, Março
Stoned with Stone
A controvérsia com a nudez parece cada vez menor. As revistas, com o seu peso imensurável no negócio da moda, têm vindo a estar cada vez mais confortáveis em publicar conteúdos em que a roupa acaba por ser o menos importante. Cada vez mais na crista da onda do fenómeno em que se tem vindo a tornar, Lara Stone parece ser a modelo com que mais facilmente se cria uma série de fotografias eróticas, sem o mínimo de vulgaridade. O ênfase ultrapassa o corpo, ela sabe como agir em frente a uma objectiva. E mais, desta vez ela fala (ou não fosse tudo isto para a Interview) sobre a sua relação, rehab (sim, muito cliché!), o problema das “curvas” e outras questões pertinentes que só uma supermodel pode responder, e que, apesar de às vezes não querermos assumir, também queremos saber. Um pequeno excerto pode ser lido aqui. Senhoras e senhores, deliciem-se (cada um à sua maneira).
modelo . LARA STONE fotografia . MERT & MARCUS styling . LUDIVINE POIBLANC
INTERVIEW Março 2010
Em NY
Rodarte: As meninas que têm vindo a ser uma das pequenas lufadas de ar fresco, numa semana da moda que se apresenta não-tão-interessante, trouxeram-nos, mais uma vez, roupas leves e etéreas, que são no entanto altamente detalhadas. O patchworking de materiais, tecidos, cores e texturas, envolvem e cobrem as modelos em cores claras mas outonais, mostrando a imensa mestria e dedicação da dupla nas roupas. As inspirações na cultura e folclore americana e mexicana (“Los Dias de los Muertos”) estão presentes nos florais, nas velas, nas noivas finais e até nas maquilhagens e expressões das modelos, que ao contrário de poderem parecer dark ou pesadas, apresentam-se etéreas e espirituais. Grande destaque também para os sapatos da autoria de Nicholas Kirkwood.




Calvin Klein: O minimalismo e futurismo já não são surpresas no trabalho de Francisco Costa para Calvin Klein, no entanto a beleza e qualidade que nos traz, estação após estação, são de uma coesão e consistência raros na indústria de hoje. Os looks monocromáticos imperaram, com apontamentos de azul forte. Pelo que parece os saltos 70’s estão de volta.





Marc Jacobs: Parece que o recém casado Marc Jacobs decidiu reunir um conjunto de inspirações que acabam por roçar a ausência de conceito. Desta vez a intenção foi fazer roupas bonitas, must-haves de qualquer mulher, com alguns jogos nos comprimentos e na silhueta, que fazem o look ficar na linha entre a jovem inocente e a professora primária.




imagens . catwalking.com
Quilted Spring
As texturas acolchoadas em materiais shiny, de preferência em tons claros, são um dos must have para a Primavera. Aparentam leveza, apesar da sua solidez, e o aspecto futurista contrasta com a versatilidade clássica. Surgem em todo o tipo de outerwear, calçado, nas clássicas Chanel 2.55 e até nos novos Samsung Diva, lançado recentemente pela marca e pensados nas necessidades, quer estéticas quer tecnológicas, dos fashionistas, como se pode confirmar aqui. O interessante é explorar a variedade e versatilidade de peças e acessórios possíveis.


Samsung Diva . Chanel 2.55 . Marc Jacobs
Total Eclipse of the Heart
Há poucos editoriais em que se descobrem três coisas novas de uma só vez: fotografias com efeito 3D, um novo fotógrafo e uma nova revista. Sinceramente, não sei se algo muda se experimentarmos ver com os oculozinhos, mas a verdade é que, mesmo a olho nu, o resultado não podia ser mais interessante: o jogo entre o desfocado e sombreados em cores neon, o metalizado das maquilhagens e o vivo das cores das roupas. Tudo pelo olho de Baldovino Barani.
FOTOGRAFIA . Baldovino Barani STYLING . Winton J.Dean HAIR&MAKE UP . Uting Ke MODELO . Yana Pova
ARCHETYPE X . Issue #1
Fotografado nos Shanghai Film Studios
Dress it down

















Paul & Joe . Preen . Vionnet
imagens: NET-A-PORTER
It’s “Soooo Hot!” (na Wrong Weather)
A Wrong Weather tem tentado trazer uma nova abordagem às lojas portuguesas de moda masculina. A exposição que inaugurou, em conjunto com o lançamento das colecções Primavera-Verão, foi mais uma prova que é possível o dialogo entre conceptual e comercial. Fica aqui um pequeno excerto e o convite para ver o resto das peças.

FOTOGRAFIA . Bojana Tatarska PRODUÇÃO . Paulo Gomes MODELO . Bruno Rosendo
Azul Terrestre






FOTOGFRAFIA . Mark Pillai MODELO . Anastasia Kuznetsova
HARPER’S BAZAAR Britânica
Para ficar de olho: Lamija Suljevic
Um dos principais privilégios de se ser blogger é ser-se ocasionalmente contactado por pessoas criativas, das várias áreas, que querem mostrar o seu trabalho. Lamija Suljevic enviou-nos um lookbook da sua colecção Outono-Inverno 2010-2011 e ficamos agradavelmente surpreendidos quando reparamos que se tratava de um trabalho consistente e interessante, já para não falar nas fotografias, que vão tão de encontro à estética que nos agrada.
Lamija é uma sueca, fascinada pela sua infância, que mistura a inocência, romantismo e delicadeza desta idade com silhuetas fortes. O diálogo entre decorações como laços, bordados e entrançados e detalhes avant-garde está no cerne das suas criações, cujo objectivo máximo é primarem pela qualidade de execução, totalmente handmade e personalizada.





FOTOGRAFIA . Emma Jönsson Dysell
STYLING . Tekla Knaust
MODELO . Olivia R
Body Conscience
Preto e branco, simple posing, o minimalismo do nú. Ainda agora mostradas mas já têm estatuto de icónicas. A perfeição dos corpos e o erotismo são mais que exacerbados ao longo das páginas do número 3 da LOVE.
LARA STONE & DARIA WERBOWY
NATALIA VODIANOVA
KATE MOSS & NAOMI CAMPBELL
NUS POR MERT & MARCUS
Cool-ização à força
Houve um desfile de Alta Costura para esta Primavera-Verão que gerou especial burburinho. A pergunta (entre opiniões de mais ou menos negativas) ressoou: o que fizeram à casa Valentino? Depois de um dos últimos mestres da Alta Costura se ter reformado, as perspectivas eram bastante positivas: já todos estávamos um pouco aborrecidos com o mesmo tipo de criações que alimentavam a clientela envelhecida e socialite e os mesmos vestidos vermelhos. Colecção após colecção, a surpresa não era muita. Valentino tinha perdido o wow-factor.
Mas parece que o feitiço se virou contra o feiticeiro, e a dupla contratada para continuar em nome de Valentino absorveu bem o ultimato de que a casa precisa de uma reinterpretação mais jovem ou que a sua existência pode ficar comprometida. No fundo, nada disto é novo. Lacroix fechou. É preciso reformular a alta-costura, é preciso atrair novos clientes. Mas a que custo? Tornando-a algo que ela não é? Reinterpretando tendências num espaço que devia ser de criação e experimentação, cedendo mais uma vez a pressões comerciais? Usando Lindsay Lohan’s como “directoras criativas” para nomes como Ungaro? Pois parece que a casa Valentino foi mais uma das vitimizadas. Uma colecção pouco original, inspirações noutros designers (Balmain, Pucci, Balenciaga, Givenchy) e uma primeira fila cheia de adolescentes aristocratas, na esperança dessa conquista do novo público para a Alta Costura. Interessante ou não, sem dúvida muito pouco Valentino.
A questão persiste. Afinal devemo-nos manter colados a um formato desadequado para os novos moldes comerciais ou comprometer a criatividade e arte em nome da continuação de uma Haute Couture que cada vez o é menos? Entretanto, esperamos.




Valentino Haute Couture Primavera-Verão 2010
Descubra as diferenças: Madonna para Louis Vuitton

Campanha Louis Vuitton Outono-Inverno 2009-2010
Para ficar de olho: Sandra Backlund
O trabalho em malhas é difícil e demorado. No entanto, Sandra Backlund, mostra-nos peças esculturais, que iludem o olho e transformam o corpo, ao ponto de não parecerem malhas à primeira vista. Várias publicações de renome na área da moda e artes trouxeram-lhe fama e parecem ter aberto caminho para que continue a sua obra. Nós ficaremos de olho.





(A grande edição do) Descubra as diferenças
Viktor&Rolf Primavera-Verão 2006, Valentino Primavera-Verão 2010
Pucci Outono-Inverno 2009-2010, Ungaro Primavera-Verão 2010
Ungaro Primavera-Verão 2007, Pucci Primavera-Verão 2010
Givenchy Primavera-Verão Alta Costura 2009, Preen Primavera-Verão 2009
Lanvin Outono-Inverno 2008-2009, Marchesa Outono-Inverno 2009-2010
Louis Vuitton Outono-Inverno 2009-2010, Donna Karan Pre-Fall 2010
Alexander Mcqueen Primavera-Verão 2009, Christian Siriano Primavera-Verão 2010
fonte: the Fashion Spot







































































